< voltar

RENATO CORTE-REAL 2018/2019

foto-2018

Sou natural de Lisboa (07-12-1967), cresci em Benfica, mas de Lisboa só gosto da parte velha. Vivi sete anos nos Açores, estive um ano em Santarém, vivi um ano em Albufeira, e hoje divido-me entre o Baixo Alentejo e a região Oeste - Óbidos, onde tenho uma simpática casa com mezanine que posso dizer que fui eu que a fiz sozinho, à exceção da canalização e da eletricidade.

Sobre Educação


A Educação oficial com E, a que o Estado nos oferece, foi em tempos o pilar da sociedade. Hoje o panorama é este:

- Governantes de costas voltadas para a realidade e sempre com dados estatísticos populistas na cabeça e preocupados com duas coisas que nada têm a ver com o bom funcionamento das escolas: os eleitores (que para eles são eleitores e eleitoras, dada a falta de vergonha de se de falar mal), e Bruxelas, que convém sempre continuar a enganar dizendo que nós por cá estamos cada vez mais instruídos e educados.

- Psicólogos, sociólogos e outros doutorólogos afins das "ciências" da Educação a fazerem composições (teses) sobre as vantagens de uma escola sem regras. Na verdade foi só um relatório de Doutoramento que alguém fez, ao gosto de quem lhe pagava o ordenado (o Governo). Depois disso, todos os relatórios que foram surgindo (aa tais "teses"), não são mais do que cópias do primeiro, com uns parágrafos extra de verborreia socioeducativa. Porque, como é sabido, ninguém se torna investigador ou professor de "ciências" da Educação numa universidade, sem ter o aval do cabecilha, normalmente designado por "professor catedrático".

- Sindicalistas que lutam apenas por duas coisas: a sua manutenção na cadeira onde estão, por um lado, e os aumentos salariais da classe e deles próprios, por outro. Pôr em causa o Governo pelo facto de haver alunos nas escolas a gritar "caralho" ou "foda-se" nos corredores enquanto os professores passam, e a terem uma atitude muito mais desagradável do que a que têm nos cafés ou no shopping, isso eles acham normal. Dizem que é consequência do estado em que está a sociedade, que foi a galinha que apareceu antes do ovo, e não o contrário.

- Pessoas normais, designadas por "encarregados de educação", em alguns casos malta imatura e mal formada, do género daquela que se vê na casa dos segredos. Malta que está morta por que acabem as férias para se ver livre dos filhos, mas revoltada com o facto de eles voltarem da escola piores do que quando lá entraram, a falar de uma forma esquisita, a cheirar a fumo, a ouvir músicas que não lembra ao Diabo, e a exigirem consumismo de roupas e telemóveis. Essa malta tem muito poder dentro da escola, e é preciso não esquecer que, segundo o cartão de cidadão, é gente adulta. Eles são, simplesmente, aquilo que o Governo valoriza - Eleitores - e a sua voz é de extrema importância. Um professor tem quase que pedir autorização ao Sr Encarregado para tomar uma medida disciplinar na sala de aula, a menos que queira ficar só contra o mundo.

- Professores que dizem que "gostam daquilo que fazem", mas que estão a mentir. Podem gostar de dar aulas, sim, mas eu estou a falar de ser professor, não de dar aulas. São coisas distintas, e uma atrapalha imenso a outra.

- Diretores de escola a fazer o jogo do Ministério, e tapando o sol com a peneira sempre que há problemas na escola.

- Adolescentes como nós fomos, talvez um pouco piores pela forma como maltratam o próximo sem se sentirem mal com isso, mas iguais a nós na questão de gostar de transgredir regras. A escola diz ter regras, e tem até montes delas escritas em documentos pomposos, mas a pressão dos Governos para que tudo seja consentido ou tolerado anula-as completamente. Como é lógico, uma regra só é regra se houver punição para quem não a cumpre. Ou será que eu conduziria a 50Km/h numa localidade deserta se fosse apenas aconselhado a não ir mais depressa? Talvez não.


Isto explica porque larguei o ensino oficial, da mesma maneira que um cozinheiro deve largar o seu restaurante se lhe pedirem para cozinhar gato em vez de lebre, penso eu.


Mais testemunhos deste mundo-ao-contrário: Pacheco Pereira e as Profissoes Infernais.



A minha consciência política


Eu já me fartei de escrever artigos de opinião para o DN, quando ele existia, e quando as pessoas ainda conseguiam ler mais de duas linhas de um texto.


Sobre viver em Democracia

Penso isto, que mais ninguém pensa: - penso que ninguém deveria poder votar a menos que desse provas de ter o mínimo de conhecimentos de História e de Economia, pelo menos, num teste anónimo a realizar antes de poder ir às urnas. Não me perguntem porquê. Eu é que pergunto porque é que não é assim.


Sobre corruptos

Revolta-me a corrupção legal, até porque sou minimamente patriota, e não é bom ver o meu país a apodrecer. Um ministro e um banqueiro a corromperem-se um ao outro, isso é uma coisa, mas dizerem-nos "tomem lá um ordenado para fazerem tudo ao contrário do que seria o correto", isso é uma legalidade tão revoltante como a dos concursos públicos onde os candidatos são "entrevistados". Para fazer o exame do 12º ano é só cuidados com o anonimato, mas para altos cargos de função pública vai-se pelo caminho do compadrio.


Sobre Ensino Artístico

Alguém entenderia que, de repente, as aulas de MUAI THAI do seu filho passassem a estar integradas na escola, ou articuladas, como eles dizem? E que de repente aquele ambiente de disciplina que lá existe, e que é tão agradável por ser fora da escola, passasse a ser uma coisa do passado? Repugna-me, até como contribuinte, que se meta gratuitamente num conservatório um adolescente "tipo" que gosta tanto de Música Clássica como eu daquilo que ele gosta, ou pensa que gosta.

Depois há ainda a questão dos professores. Na escola oficial, cada vez mais mal preparados, absolutamente licenciados ou mestres em batotice universitária, que muitas universidades também são pressionadas para certificar analfabetos, como é sabido. Nos conservatórios, começa a aparecer uma geração de professores que não sabe nada de Música, nem quer saber, nem iria conseguir interessar-se por ela se lha dessem a conhecer. Basta saber que existe uma licenciatura em Formação Musical neste país a permitir o ingresso a pessoas com o 3º grau de Música dos conservatórios. E a licenciatura são 3 anos... É só um exemplo, mas não é novo, porque há muito tempo que existem licenciaturas em ensino do 1º ciclo, por exemplo, sem o mínimo nível de exigência na Matemática.

Sobre Ensino Profissional

Cursos de Técnico-Disto-e-Daquilo? Nem queira saber a batotice que anda para aí... Só filmando mesmo, mas esqueci-me de o fazer. Ou, para aquilo fazer algum sentido, só talvez oferecendo charros aos formandos, ou fumandos, ou lá o que era aquilo.

Eu defendo, pura e simplesmente, o fim da escola como espaço físico para quem não quer estudar. Para socializar há escuteiros, há clubes desportivos, há muita coisa fora da escola. Eu defendo o ensino por Chat, cada um na sua casa, até porque a socialização que se faz na escola tem pouco ou nada de positivo, como qualquer pessoa reconhecerá.




Mais coisas ...


O que não referi no meu currículo e que quero ainda dizer é que dou aulas de ukuklele a grupos, por um lado, e construo ukuleles e guitaleles como as que mostro aqui nestas fotos. Mas isto eu faço apenas para mim, sem fins comerciais.

luthier luthier luthier luthier




<< voltar


BLOG

apresentando apresentando apresentando apresentando apresentando apresentando apresentando

CONTACTOS

perfil renato corte-real

Nas páginas deste site vai encontar:

- A minha biografia profissional. Licenciado em Matemática Aplicada pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com profissionalização em Ensino (Universidade dos Açores), fui Professor de Matemática mais de dez anos, a todos os níveis de ensino, e também dei aulas de Música alguns anos em conservatórios e outras entidaddes. Frequentei uma pós graduação em Marketing Musical (ISCSP Lisboa). Faço programação web (frontend) e também marketing digital SEO para visibilidade dos sites e posicionamento no Google.

- Portefólios de edição de imagem (GIMP), desenho vetorial (INKSCAPE), edição de video e audio.

- Descrição da minha forma de trabalhar em desenvolvimento web, em que dou preferência a artistas, mas não excluo outras áreas profissionais.

- Video aulas de três matérias: Matemática, HTML5 (CSS, Javascript), SEO (Search Engine Optimization).

- Apresentação da minha loja online stickman culture.

- Alguns videos de apresentação da minha faceta de Músico, com destaque para o mini controlador audio (teclado).

Renato - Programação HTML5 & SEO